segunda-feira, 4 de julho de 2016

CAXUMBA É A BOLA DA VEZ


Olá, meus caros amigos!

Tudo bem com vocês?

Hoje irei falar um pouco sobre Caxumba, uma doença causada por vírus e que, este ano, esta causando diversos surtos no estado de São Paulo.
Devido a essa grande propagação do vírus, essa doença até mesmo me atingiu, isso mesmo galera. Faz uma semana que eu me recuperei da Caxumba, e posso falar que é uma experiência bem dolorosa.

Mas vamos entender um pouco como os vírus atacam as pessoas.

Mas antes disso, vamos entender um pouco sobre os vírus de uma forma geral.

A palavra VÍRUS é derivada do latim e significa toxina ou veneno. O vírus é uma cápsula protéica a qual envolve o seu material genético, podendo ser DNA ou RNA. O seu principal objetivo é atacar  células vivas para se reproduzir ( gerar cópias de si mesmo) e se propagar, pois eles não conseguem realizar isso livremente no ambiente. Consequentemente as células hospedeiras acabam sendo destruídas e dependendo do organismo que ele ataca, alguns problemas de saúde podem aparecer. No caso dos seres humanos, os vírus se instalam por diversas formas: ar, saliva, contato com sangue, através do sexo, etc.
Os vírus apresentam morfologia bem variada e alguns apresentam formas bem peculiares.

Vocês já assistiram o filme “GUERRA DOS MUNDOS” ?

cena do filme 


É um filme em que o Planeta Terra é atacado por alienígenas com suas maquinas super esquisitas, você com certeza já deve ter pelo menos visto em algum cartaz ou trailler, enfim,   quero chamar a atenção para essas “máquinas”  que o os alienígenas utilizam para atacar as pessoas. Elas se parecem muito com alguns tipos de  vírus. 

Olha só!



Essa é uma estrutura de um vírus (existem várias formas). Lembra a “máquina” do filme não lembra?
Se você assistir ao filme vai perceber que realmente podemos estabelecer alguns comparativos.

Então os vírus são alienígenas??? 

Não pessoal, quis somente fazer uma analogia para vocês entenderem melhor que as estruturas são bem parecidas. heehehehehe.

Mas como os vírus atacam nossa célula?



  
O vírus se adere na membrana da célula e em seguida insere seu material genético em seu interior e obriga a célula hospedeira a criar várias cópias, até que ela fique cheia e acabe sofrendo lise (rompimento) e ocasionalmente apoptose (morte celular) e os novos vírus formados irão novamente repetir esse ciclo e novas células serão infectadas. Com a rápida disseminação do vírus no organismo de uma pessoa, o corpo entra em estado de alerta e começa a combater os vírus, dependendo do vírus e do local que ele ataca, a pessoa pode ter vários tipos de sintomas.

 Basicamente é assim que os vírus funcionam e atacam as pessoas.

Vocês entenderam?

Já que vocês entenderam um pouco como os vírus funcionam, vamos direto ao assunto.
Na última semana saíram nos jornais que os casos de Caxumba aumentaram 568% em São Paulo e como eu já disse, acabei entrando para essa estatística.

A Caxumba é contagiosa e é causada pelo vírus Paramyxovirus, sendo adquirida através do contato com gotas de salivas no ar, troca de saliva pelo beijo ou utilizar o mesmo copo de pessoas infectadas.  Os primeiros sintomas aparecem até terceira semana depois do contato com a saliva infectada.

Os sintomas podem ser diversos, podendo apresentar calafrios, cefaleia (dor de cabeça), dor de garganta, dificuldade para engolir e o principal sintoma é o aumento das glândulas salivares na proximidade dos ouvidos, causando um inchaço incômodo.
Os sintomas graves da caxumba são realmente complicados, podendo causar surdez, meningite e após a puberdade pode causar um inchaço dos testículos nos homens e nas mulheres o inchaço dos ovários, podendo levar a infertilidade.

O tratamento indicado é o repouso absoluto, tratar as dores e em aproximadamente 10 dias à doença e os sintomas desaparecem.

Mas eu tomei a vacina quando era criança, então estou livre da caxumba?

Nem sempre!

A vacina contra caxumba deve ser tomada nos 12 e 15 meses de vida, podendo combater também algumas doenças, como a rubéola e o sarampo. Mas a vacina não tem 100% de eficiência, então tomar alguns cuidados podem ajudar você a não contrair essa doença.
Então por hoje é só, espero ter ajudado vocês há entenderem um pouco sobre vírus e a caxumba, e na próxima segunda espero vocês novamente.

Curiosidade: Antibióticos não tem eficiência para combater os vírus, por isso não existe um medicamento específico para tratar a caxumba, e a melhor prevenção é tomar as vacinas e evitar o contato com pessoas infectadas.

Referencial:

terça-feira, 21 de junho de 2016

RED LIST: MAMÍFEROS


Olá, meus caros amigos!

Tudo bem com vocês?

Hoje, vou trazer um assunto crítico sobre mamíferos ameaçados de extinção no Brasil e não posso deixar de comentar o triste fato de uma onça-pintada que foi morta por militares do Exército após uma exibição do evento de cerimônia da tocha olímpica em Manaus-AM. A onça-pintada era conhecida como Juma e era mascote do CIGS (Centro de Instrução de Guerra na Selva) do Exército Brasileiro. Durante o evento, a onça-pintada Juma como todo animal silvestre mantido em cativeiro provavelmente estava estressada e acabou escapando do cativeiro. E então o pior aconteceu, ela foi morta a tiros.

Mas vamos entender um pouco sobre os mamíferos ameaçados de extinção e vocês vão ver que a onça-pintada está ameaçada.

Vamos lá!!

Os mamíferos sempre chamam a atenção das pessoas devido a sua beleza e também a sua capacidade de conviver com o homem, com os cachorros e gatos. Alguns mamíferos causam problemas domiciliares, sendo responsáveis por algumas doenças. Um animal que chama muito atenção de pessoas e cientistas são os macacos, devido a sua grande semelhança física e genética com os seres humanos. Esses animais podem ser usados também como cobaias de pesquisas para a indústria farmacêutica.

O Brasil possui uma grande diversidade de mamíferos (terrestres, aquáticos e alados). Entre a grande diversidade de mamíferos, predominam animais de pequeno porte. Além do tamanho reduzido, apresentam, em sua maioria, hábitos noturnos, comportamento furtivo e capacidade de se camuflar na vegetação. Em outros continentes, em áreas abertas como a Savana africana, a ocorrência de animais de grande porte favorece a observação.

São poucas as espécies de mamíferos que ocorrem no Brasil e apresentam hábitos de vivência em grupos, como a ariranha (Pteronura brasiliensis) por exemplo. Algumas espécies formam grupos em períodos reprodutivos ou simplesmente pelo cuidado parental, mas quando os filhotes desmamam, em sequência, acabam se tornando independentes.
A diversidade de mamíferos no Brasil é atualmente de 688 espécies, sendo dividida em 12 ordens: Primates, Didelphimorphia, Sirenia, Cingulata, Pilosa, Lagomorpha, Chiroptera, Carnivora, Perissodactyla, Artiodactyla, Cetacea e Rondentia.

Segundo dados do ICMBio (Instituo Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade), o Brasil abriga a maior diversidade de mamíferos do mundo, sendo que 66 espécies dessa diversidade encontram-se ameaçadas de extinção. As radicais mudanças no Bioma Mata Atlântica que foram causadas, sobretudo, por atividades humanas nos últimos cento e cinquenta anos, destacando-se a expansão das áreas urbanas e rurais, agricultura, tráfico de animais e também a caça ilegal, somadas são destruidoras. Das duzentos e cinquenta espécies de mamíferos da Mata Atlântica, 55 ocorrem somente nesse bioma, sendo que 38 estão ameaçadas de extinção.

O ICMBio, utilizando como suporte legal a Portaria 316/2009 do Ministério do Meio Ambiente, criou um pacto com a sociedade, tendo como principal objetivo a recuperação das espécies ameaçadas de extinção. O PAN (Plano de Ação Nacional) tem como objetivo a conservação dos mamíferos da Mata Atlântica Central nos estados de São Paulo, Espírito Santo, Minas Gerais, Rio de Janeiro, Paraná e Bahia, sendo que esses estados sofrem grandes pressões antrópicas e também possuem uma grande importância no cenário socioeconômico do País.

A mastofauna possui uma importância vital na manutenção do equilíbrio de um ecossistema, estando presentes nos mais diferentes processos ecológicos, entre eles, o controle populacional de suas presas e a constante ajuda na regeneração das matas.

A fauna em geral pode ser considerada como bioindicador, pois sua presença no local pode mostrar o estado de conservação do ambiente.
A fragmentação florestal e a perda de habitat gerados por ações antrópicas são as maiores ameaças aos mamíferos terrestres nos ambientes brasileiros, pois os mamíferos de grande, médio e pequeno porte ainda são alvo de caça, que é uma atividade ilegal há mais de 35 anos no Brasil.

Vou mostrar para vocês alguns animais que estão ameaçados de extinção no Estado de São Paulo e em todo Brasil.
De acordo com a IUCN (União Internacional para a Conservação da Natureza e dos Recursos Naturais) classifica:

(LC) Pouco Preocupante
(NT) Quase Ameaçada
(VU) Vulnerável
(EN) Em Perigo 
(CR) Em Perigo Crítico 
(EW) Extinto Na Natureza
(EX) Extinto

E com isso vou apresentar para vocês alguns animais ameaçados de extinção de acordo com o Livro Vermelho

de Espécies Ameaçadas de Extinção:

 Onça-pintada (Panthera onca) (VU)
Onça-pintada

Sagui-da-serra-escuro (Callithrix aurita) (VU)
Sagui-da-serra-escuro

Macaco-prego (Cebus robustus) (VU)
Macaco-prego

Mico-leão-dourado (Leontopithecus rosalia) (EN)
Mico-leão-dourado

Muriqui (Brachyteles hypoxanthus) (CR)
Muriqui (maior primata das Américas)

Jaguatirica (Leopardus pardalis mitis) (VU)
Jaguatirica

Onça-parda (Puma concolor capricornensis) (VU)
Onça-Parda

Ariranha (Pteronura brasiliensis) (VU)
Ariranha 

Jubarte (Megaptera novaeangliae) (VU)
Baleia Jubarte

Esses são apenas alguns mamíferos ameaçados de extinção no Brasil, a lista ela é ainda maior, então é muito importante conhecer para preservar.

Referencial:
COSTA, L.P., LEITE, Y.R.L., MENDES, S.L. & DITCHFIELD, A.D. 2005. Conservação de mamíferos no Brasil. Megadiversidade. 1(1):103-112.
INSTITUDO CHICO MENDES DE CONSERVAÇÃO DA BIODIVERSIDADE. Disponível em: <http://www.icmbio.gov.br/portal/images/stories/docs-plano-de-acao/pan-mamiferos-da-mata-atlantica/sumario-executivo-mamac-site.pdf>. Acesso em: 20 de Jun. 2016.
MAZZOLLI, M. 2006. Persistência e riqueza de mamíferos focais em sistemas agropecuários no planalto meridional brasileiro. Tese de Doutorado, Universidade Federal do Rio Grande do Sul, Porto Alegre.
REIS, N.R., PERACCHI, A.L., PEDRO, W.A., LIMA, I.P. Mamíferos do Brasil, Londrina, 2006.
TONHASCA JUNIOR, A. Ecologia e história natural da mata atlântica. Ed.Interciência Ltda., Rio de Janeiro. 197 p. 2005.

Imagens:

segunda-feira, 13 de junho de 2016

A Genética dos Esportistas


Olá meus caros amigos!

Tudo bem com vocês?

Hoje vou trazer um assunto muito interessante. Que tal entender porque alguns atletas possuem um alto nível de rendimento em relação a outros e porque essa característica faz com que milhões de pessoas parem para observar suas façanhas?

 Será que esses atletas somente realizam treino em cima de treino?

Será somente treino e mais treino?

Vamos entender como funciona a genética de alguns atletas de alto rendimento, e entender que pessoas “mutantes” podem até existir de verdade. Hehehehehe..

Estamos próximos ao início dos Jogos Olímpicos aqui no Brasil. Um evento que mostra toda a capacidade física e intelectual de atletas do mundo todo.
Então vamos entrar nesse assunto tão rápido como Usain Bolt e mostrar quais diferenças genéticas esses atletas possuem. Vou começar a falar de um atleta de alto rendimento que deixou seu nome na história dos Jogos Olímpicos de Inverno.

Eero Antero Mantyranta nascido em 20 de novembro de 1937 foi um dos esquiadores finlandeses mais sucedidos da história dos Jogos Olímpicos de Inverno ao ganhar sete medalhas olímpicas (1960-1972). Ficou conhecido como “Senhor Seefeld” referente ao local onde as competições foram feitas. Infelizmente em 29 de dezembro de 2013 Eero acabou falecendo, porém seu sucesso e sua história ficaram marcados até os dias atuais, devidos o seu desempenho incrível nas Olímpiadas.

Mas o que o Eero Matyranta tem de tão especial além dos treinos?

Esse esquiador possuía  uma mutação genética no gene do receptor do hormônio Eritropoietina que causa um aumento dos glóbulos vermelhos no sangue, fazendo com que a pessoa possa transportar 50% a mais de oxigênio no sangue, com isso Eero possuía uma maior resistência durante as provas que exigiam alto desempenho físico. O interessante é que os seus familiares também possuem essa mutação, porém não seguiram o meio esportivo.

Agora eu pergunto a vocês. É justo disputar uma prova com uma pessoa que possui um Doping natural?

Seria correto a liberação da injeção de Eritropoietina para todos os participantes de provas físicas?

O que seria ético nessa situação?

Vou citar mais um exemplo muito famoso no esporte mundial. O famoso ex-ciclista americano Lance Armstrong que ficou conhecido mundialmente após ganhar por sete vezes consecutivas o evento de ciclismo conhecido como Tour de France entre anos de 1999 a 2005. Porém, ele ficou ainda  mais conhecido  após um resultado positivo de exame de doping e por consequência ter perdido todos os seus títulos.

Sabe por quê?

Lance Armstrong tomava o hormônio eritropoietina e vocês já sabem o potencial aumentativo que esse hormônio tem. Nessa época já era proibido tomar qualquer tipo de hormônio que aumentasse o desempenho nas provas. Então Lance é classificado em algumas revistas como um dos atletas mais antidesportista da história. Nesse caso não foi um doping natural e sim um doping bioquímico manipulado.
Lance precisou de uma “ajudinha” para conseguir conquistar todos esses títulos, mas é claro que esse atleta ganhou outros prêmios por consequência de seus treinos.

Mas o que falar do atleta de salto em altura Donald Thomas que em apenas 8 meses de treino conseguiu ser campeão mundial, sendo que o favorito naquele ano já treinava a 20 anos. Donald Thomas nasceu com o “Tendão de Aquiles” muito mais longo, servindo como uma mola muito mais potente, sendo que atletas normais precisam treinar anos para aumentar o “Tendão de Aquiles”.

Difícil competir né?

Mas hoje se sabe que existe um gene chamado ‘gene sprint’, ou seja, o gene ACTN3 que codifica as fibras musculares de contração rápida, sendo excelente para esportes de alta velocidade com movimento de explosão.

 Será que o Usain Bolt possui esse tal ‘gene sprint’?
Não sei dizer.

Mas todos sabem que ele não tem um biótipo de um atleta de alta velocidade, devido o seu tamanho, porém ele mostrou que é possível ser alto e rápido ao mesmo tempo.
Será somente o treino?

Deixo vocês pensarem um pouco e já vou falar de mais um atleta de alto rendimento.

Pam Reed é uma americana que participava de provas de corrida de longas distâncias, sendo a primeira mulher a vencer a prova Badwater Ultramarathon em 2002. Pam Reed provavelmente possui uma condição genética relacionado com a química do cérebro, fazendo com que ela sinta muito mais prazer em praticar um exercício físico. Chega a ser hilário, mas um dia depois da prova de Ironman que aconteceu em Nova York, Pam decidiu correr no aeroporto depois que ficou sabendo que seu voo iria atrasar. Detalhe, a prova de Ironman durou 11h20m.

Eu poderia citar inúmeros atletas que possuem desempenhos que estão relacionados com a condição genética. Não tenho dúvida de que treinar faz parte da vida dos melhores esportistas, mas uma condição genética favorável e muito treino resultam em um atleta de elite.

Espero ter aguçado a curiosidades de vocês em relação aos atletas de elites, e com certeza vocês irão assistir as Olímpiadas com uma olhar diferente.

Referencial:
PASQUA, L.A., ARTIOLI, PIRES, F.O., BERTUZZI, R. ACTN3 e desempenho esportivo: um gene candidato ao sucesso em provas de curta e longa duração, 2011.

ZATZ, M. Genética: escolhas que nossos avós não faziam. Ed. Globo, São Paulo, 2011.




segunda-feira, 6 de junho de 2016

Dia Mundial do Meio Ambiente: Desabafando



Olá meus caros amigos!

Tudo bem com vocês?

Ontem dia 5 de junho foi o Dia Mundial do Meio Ambiente, uma data muito importante para o Planeta Terra. Esta data foi estabelecida em 15 de dezembro de 1972 pela Assembleia Geral das Nações Unidas na Conferência de Estocolmo, que teve como objetivo iniciar as discussões sobre meio ambiente e consciência ambiental.

Hoje quero fazer uma reflexão referente a essa data e falar se realmente estamos usando essa data para ajudar o no nosso “Planeta Azul”.

Estamos “carecas” de ver notícias sobre desmatamento, poluição de rios, poluições atmosféricas, tráficos de animais e um incontável descaso com a natureza.
O Brasil é o país com a maior biodiversidade do mundo e com uma quantidade de recursos hídricos de dar inveja em muitos países.

Mas o Brasil sabe aproveitar e conservar esses recursos?
Acredito que não.

A lei ambiental no Brasil evoluiu muito nos últimos anos, porém a aplicabilidade dessas leis a maioria das vezes só atingem pessoas de baixa classe social. E é muito comum observar empreendimentos que rasgam toda a Legislação Ambiental Brasileira por simplesmente terem um capital que satisfaz a “Elite Brasileira”.

O que falar dos licenciamentos ambientais aprovados de forma errada e sem nenhuma preocupação com a fauna, a flora e a população tradicional do local?

O que falar dos incontáveis animais silvestres que são traficados todos os anos?

É realmente triste ver toda a nossa fauna e flora sendo vendidos. E eu te pergunto. Faz sentido vender algo que não tem preço por um “preço de banana”?

Se você compra esses animais e ainda acha que esta no lucro, você está totalmente errado.
Cada animal tem uma importância ecológica naquele ecossistema que ele vive. Você se lembra do “efeito borboleta” ?  
Se você lembra vai começar a entender que essas atitudes vão ter uma consequência no futuro. Então se você interagiu com algo que não é comum na natureza, Cuidado!!!

Essa data serviu para eu desabafar um pouco sobre essa triste realidade em que vivemos. Mas como o objetivo de poucos é fazer com que as pessoas tenham um pouco de consciência ambiental, e eu faço parte dessa minoria que ainda tem força para lutar. Se você também visa em ter um mundo mais consciente, COMPARTILHE aqui sua luta.

Muito obrigado a todos!


segunda-feira, 30 de maio de 2016

Quer um conselho?



Olá meus caros amigos! Tudo bem com vocês?

Hoje vou trazer um assunto bem diferente e acredito que poucas pessoas já ouviram falar ou nem sabiam que existia. Porém esse tema às vezes envolvem algumas polêmicas e quero trazer histórias para vocês pensarem e darem suas opiniões.

Vou falar sobre aconselhamento genético. 
Você sabe o que é isso?

Aconselhamento genético é o ramo da medicina que se dedica a estudar condições genéticas que podem afetar um indivíduo ou seus descendentes.  Por exemplo: uma pessoa é portadora de uma doença genética que pode passar para seus descendentes e essa pessoa teve um filho que nasceu normal, mas será que seu filho pode ter descendentes normais também? Aí que entra o aconselhamento genético, sendo feitos vários exames clínicos e no final os médicos vão chegar a uma conclusão positiva ou negativa.
E dentro desse assunto eu quero trazer duas histórias para vocês refletirem e darem suas opiniões, pois os assuntos são bem delicados. Todas as histórias são reais e foram tiradas do excelente livro: “Genética: As escolhas que nossos avós não faziam” da conselheira geneticista Mayana Zatz.

A primeira história é de uma adolescente de 15 anos de idade que procurou o aconselhamento genético por que dois dos seus irmãos eram portadores de Distrofia de Duchenne (uma doença que afeta pessoas do sexo masculino e tem como consequência a distrofia muscular muito grave e o portador perde a capacidade de andar aos 12 anos), então a adolescente queria saber se quando ela engravidasse seu filho poderia nascer com essa doença. Mas com apenas 15 anos ela já estava grávida, então a preocupação era maior. Ela foi à clínica com os seus pais e uma assistente social. Foram feitos os testes nela e no seu pai, e infelizmente ela era portadora da mutação genética que causava a distrofia de Duchenne, mas como era mulher não desenvolveu a doença. Se o bebê que ela estava esperando fosse menino, tinha 50% de chance de nascer com essa doença. A família era de uma cidade pequena e quando a consulta terminou a assistente social contou à médica que na cidade estava soando um rumor que o pai biológico era também a pessoa que engravidou a adolescente. Se fosse testado verdadeiro esse boato, a probabilidade da criança nascer com a distrofia aumentaria muito.  Então foi feito um teste no feto e felizmente a criança não apresentava o gene mutante da distrofia de Duchenne, porém o teste deu positivo para os boatos, seu pai biológico tinha relação sexual com a própria e filha e acabou engravidando-a. A médica conversou com a adolescente e ela confirmou que seu pai fazia relação sexual com ela toda vez que a sua mãe saía. E pediu para a médica não contar para mãe, pois tinha medo de destruir a família.

O que você faria?

Denunciaria o pai?

Levando em consideração que o aconselhamento genético tem que ter uma confiabilidade nas informações, ou seja, tudo o que acontecer fora do esperado em um aconselhamento não deve ser exposto, pois o principal objetivo dessa consulta foi saber se a adolescente tinha a possibilidade de ter o filho com a distrofia, e não investigar se o pai tinha relação sexual com a filha. Mas será que nesse caso poderia quebrar as regras? Não sei..

Então vou deixar vocês pensarem a respeito e no final do texto conto o desfecho dessa história.

A segunda história também é bem delicada, porém a primeira aconteceu no Brasil e essa na Holanda. Tudo começou quando uma advogada engravidou sem planejar e seu pai era portador de Hemofilia (uma doença genética que faz com que o portador tenha problemas de coagulação sanguínea e consequentemente o portador sofre muito durante toda a vida), então essa advogada procurou o aconselhamento genético, pois se o feto fosse portador da mutação genética ela estava disposta a parar a gestação, sendo que toda vez que seu pai passava por essa crise da doença ela observava ele chorando de dor e consequentemente ela sofria junto. Como esse caso aconteceu na Holanda à legislação permite a advogada abortar em caso de doença genética sem tratamento. Então foi coletado amostra de DNA do pai para analisar se a advogada tinha herdada a mutação genética. E mais uma vez algo inesperado aconteceu, os exames mostraram que a advogada não era portadora da mutação, pois seu pai não era realmente seu pai biológico. Como dar essa notícia?

O que você faria?

Contava que a advogada não teria a mutação somente ou contaria que seu pai não era biológico?

Contava somente para a mãe e ela decidiria se contaria ou não?
Contava para todos?

Levando em consideração que é uma família muito unida e contar pode afetar totalmente a estrutura dessa família.
Nesse caso a autora deixa em aberto e não falou o desfecho da história.
Aconselhamento genético é algo muito importante, apesar de acontecer histórias como essas, o indivíduo saber se pode ter filho saudáveis ou não e de extrema importância para não adquirirem dores e sofrimentos futuros.
A Engenharia Genética está evoluindo muito rapidamente, e dentro disso caem questões muito delicadas. O que você acha se pudesse escolher a cor dos olhos do seu filho?
Ou escolher se vai ser menino ou menina?
Gêmeos, trigêmeos ou quadrigêmeos?  
Parece loucura né?

Vou contar mais um caso para finalizar nosso papo de hoje. Um casal fez inseminação assistida conhecida também como inseminação artificial e queriam ter gêmeos, porém a mulher ficou gravida de trigêmeos e no hospital após o nascimento o casal disse que levaria somente duas crianças, pois o combinado era ter gêmeos, então o casal escolheu duas meninas e iria deixar a terceira no hospital.
Você deve está pensando que é uma história de ficção né?
Mas não é!!!!
Essa é uma história real e aconteceu aqui no Brasil. É claro que os pais foram obrigados a ficarem com as três meninas.
Mas em que ponto nós chegamos?
É um absurdo essa história, mas mais uma vez eu digo é real e acontecem muitos casos como esse.
Temos que usar a tecnologia para ajudar as pessoas com problemas e diagnosticar doenças antes que ela se manifeste. Mas não posso deixar de falar que a Engenharia Genética é algo brilhante e com certeza ajuda e vai ajudar muitas pessoas.

Então, hoje quis trazer esse tema, pois muitas pessoas não conheciam esse assunto e espero ter mostrado um pouquinho do que tem por trás dessa ciência.

Ops! Antes que eu me esqueça vou contar o desfecho da primeira história.

A médica responsável pelo caso decidiu não contar para a mãe sobre a relação do pai com a filha e muito menos denunciar o pai a polícia. Ela fala em seu livro que foi muito foi difícil tomar essa decisão, mas que foi a melhor que ela pensou em tomar. E disse também que nunca mais viu a adolescente.

Muito obrigado pela leitura e sinta-se a vontade para deixar sua opinião a respeito dessas histórias.

Referencial:

ZATZ, M. Genética: escolhas que nossos avós não faziam. Ed. Globo, São Paulo, 2011.

quinta-feira, 26 de maio de 2016

H1N1 você por aqui?



Olá meus amigos, tudo bem com vocês?

Hoje vou falar um pouco sobre a famosa H1N1 que já causa grandes problemas para os brasileiros.

Quero começar explicando dois conceitos para que vocês possam entender melhor o texto.
Vocês sabem o que é Epidemia e Pandemia?

Epidemia está associada a qualquer doença que ocorre em determinados lugares ou regiões, ou seja, tomando poucas proporções.

Já Pandemia são quaisquer doenças que tem grandes capacidades de se espalhar para diversas regiões, como outros países e continentes.

No início desse mês nos deparamos com casos de H1N1 e muitas pessoas se perguntaram: essa gripe já chegou de novo?
Sim, o H1N1 já esta causando grandes casos em várias regiões do Brasil e o governo também já iniciou a campanha de vacinação.

Mas vamos entender melhor a história desse vírus. Vocês acham que esse vírus apareceu aqui recentemente? Bom, vamos entender melhor!

A maior pandemia relacionada com o vírus A H1N1 ficou conhecida como gripe espanhola que ocorreu durante os anos de 1918-1919, tendo uma grande capacidade de propagação e mortalidade, sendo mais de 20 milhões de mortes em todo o mundo. E depois de mais de 90 anos esse vírus ainda se mantém ativo nas populações e consequentemente causando epidemias e pandemias. Mas isso se explica devido sua capacidade de reprodução favorecer para possíveis mutações e também o material genético desse vírus é fragmentado, ou seja, ao se separar ele pode compartilhar material com outros vírus.
Em 1977 nos EUA houve um surto pelo vírus A/H1N1 afetando jovens e consequentemente um taxa considerável de mortos. O governo Americano decidiu vacinar 40 milhões de pessoas e por consequência da vacinação houve 532 casos da Síndrome de Guillain-Barré e 32 mortes.
Mas recentemente no México em março de 2009 foram relatados casos do vírus. O vírus H1N1 ataca suínos, isso explica o nome popular “Gripe Suína”. Esse vírus causa doença respiratória em animais e pode afetar os seres humanos através do contato próximo.
A Organização Mundial da Saúde caracterizou em 6 fases de estado de alerta para o vírus H1N1 e em junho de 2009 o vírus chegou a fase 6 e foi caracterizado como o nível máximo de preocupação, devido muitos casos dos EUA, Europa e América do Sul.

A Organização Mundial da Saúde (OMS) definiu seis fases
de uma pandemia

Período de interpandemia

Fase 1 Nenhum novo subtipo de vírus de gripe diagnosticado em Humanos.

Fase 2 Nenhum novo subtipo de vírus de gripe foi descoberto em humanos, mas uma doença, variante animal, ameaça os humanos.

Períodos de alerta de pandemia

Fase 3 Infecção humana com um subtipo novo, mas sem evidencia de transmissão de humano para humano.

Fase 4 Pequeno(s) foco(s) com transmissão inter-humana ainda com localização limitada.

Fase 5 Maior expansão inter-humana, mas ainda restrito a poucas regiões.

Período de pandemia

Fase 6 Transmissão inter-humana sustentada e atingindo mais de duas regiões do globo.

Os vírus da influenza possui 8 genes, sendo 2 responsáveis pela codificação de proteínas virais de superfície: hemaglutinina-H e neuraminidase-N, tendo a relação direta para a entrada do vírus na célula. Apenas os H1N1, H2N2 e H3N2 tem a capacidade de infectar os seres humanos.
A transmissão é passada de pessoa para pessoa, através do contato direto com pessoa doente ou contato com objetivos infectados, sendo transmitido pelo ar através de tosse e espirros.

Os principais sintomas são: Febre alta, tosse, cefaleia, dor do corpo, falta de ar, cansaço, diarreia e vômitos.

Sintomas mais graves: Falta de ar constante, dores no peito, tontura, confusão mental, fraqueza e desidratação.
De 3 a 7 dias é o tempo para os primeiros sintomas aparecerem. 

Em março desse ano (2016) esses sintomas começaram a se tornar mais comum aqui no Brasil, e rapidamente o governo brasileiro já iniciou a campanha de vacinação contra a H1N1.
Somente em março os casos de H1N1 no estado de São Paulo já superaram todos os casos no ano passado nesse mesmo período no Brasil inteiro.
Uma da hipótese para explicar o aparecimento dessa gripe mais cedo no Brasil está relacionada com o grande fluxo de turistas que vieram de onde a gripe já estava instalada, fazendo com que ela aparecesse no Brasil no final do verão.
Então tomar algumas atitudes podem ajudar a prevenir a contaminação pelo vírus, são elas:

Lavar a mão com água e sabão
Evitar levar a mão ao rosto após tocar em objetos
Levar sempre um frasco de álcool-gel para esterilizar as mãos sempre que necessário
Evitar frequentar locais fechados
E tomar vacina

Essas são algumas prevenções para que você possa evitar a contaminação por H1N1.
Espero ter ajudado vocês a sanar algumas dúvidas.

Referencial:
GRECO, D.B., TUPINAMBÁS, U., FONSECA, M. Influenza A (H1N1): history, current status in Brazil and the world, perspectives, 2009.